Santa Casa de Montes Claros é a principal referência em saúde para dois milhões de pessoas

Com 147 anos de história, a Santa Casa de Montes Claros é, atualmente, o maior complexo hospitalar de mesorregião norte de Minas Gerais, Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e Sudoeste da Bahia. O hospital, referência para mais de dois milhões de pessoas oriundas de 86 municípios, conta com mais de dois mil colaboradores e um corpo clínico composto por 450 médicos. Além disso, a Instituição tem a segunda maior maternidade do estado de Minas Gerais em número de partos. Por ano, são realizados aproximadamente cinco mil partos.

No último ano, os principais avanços realizados pela Instituição foram direcionados ao atendimento, às inovações e a humanização do hospital, tanto na parte de pessoal quanto na parte estrutural da edificação. De acordo com Maurício Sérgio Sousa e Silva, superintendente da Santa Casa de Montes Claros e eleito este ano como um dos 100 mais influentes da Saúde, o sucesso destes avanços se torna cada vez mais perceptível através dosfeedbacks dos colaboradores, pacientes e acompanhantes, que se sentem cada vez mais acolhidos, dentro de uma política literalmente humanizada.

Das conquistas de 2018, Sousa e Silva destaca o desenvolvimento de um Painel de Gestão Plena. “A ferramenta de gestão à vista tem tecnologia desenvolvida pelo hospital, e é a única no Brasil a conseguir mapear todas as áreas da Instituição em tempo real, podendo ser acessada e administrada por qualquer dispositivo online”, conta. Além disso, através do Painel é possível ter acesso a toda rotina e atendimento de cada paciente, dados financeiros, gestão de insumos e recursos humanos, otimizando todo o processo de atendimento e possibilitando ao hospital gerenciar desde o estoque à alta do paciente.

“O acesso simplificado a essas informações possibilita que sejam traçadas estratégias para diagnósticos mais rápidos, soluções imediatas, tratamentos mais precisos, com qualidade e toda segurança, sendo de fundamental relevância para as tomadas de decisões, contribuindo para a diminuição do tempo de permanência do paciente e até do absenteísmo do corpo laboral”, afirma o superintendente.

No campo da modernização, muito também tem sido feito pela atual gestão da Santa Casa de Montes Claros. Em 2018, foram investidos R$ 15 milhões no parque tecnológico, possibilitando a realização de procedimentos e cirurgias de alta complexidade nunca antes desempenhados na região, tornando ohallde serviços oferecidos pela instituição filantrópica o mais completo da mesorregião norte-mineira. Maurício Sérgio conta que, assim que ingressou no corpo de gestão da Santa Casa, em 2014, trouxe a equipe de Tecnologia da Informação para perto da superintendência, visando aliar tecnologia e inovação à gestão.

Oncologia de ponta

Referência em oncologia, tratamentos e tecnologias do setor também têm feito parte da gama de investimentos do hospital. Em junho do ano passado, a Oncocenter, um moderno e amplo Centro de Tratamento Oncológico e Hematológico, foi inaugurada para funcionar junto à Radialis, a clínica de radioterapia mais moderna da região, com equipamentos de última geração. “Juntas, as clínicas oferecem uma assistência integral ao paciente, ou seja, os profissionais de quimioterapia, radioterapia, hematologia e da cirurgia, que formam uma equipe multidisciplinar, discutem cada caso, de forma exclusiva, proporcionando assim um diagnóstico e plano de tratamento do paciente mais preciso e eficaz”, explica o superintendente do hospital.

Através das discussões de caso, o tratamento e conduta escolhidos, resultado de debate entre especialistas a nível internacional, passam a ser os mais adequados e assertivos possíveis. Recentemente, foi adquirido ainda pela Santa Casa um novo acelerador linear, que irá ampliar a capacidade de atendimento e serviço e já está em fase de instalação. Também em 2018 foi inaugurado o primeiro pronto atendimento infantil da região a contar com um salão de quimioterapia infantil pediátrica, e os avanços estão longe de acabar.

“Muito brevemente anunciaremos o início das obras da Unidade Oncológica Pediátrica Sara Albuquerque, que irá trazer o que há de mais moderno e humanizado em tratamento oncológico pediátrico”, confessa Sousa e Silva. Em meio a tantos planos e realizações, pode ser fácil se esquecer da crise que assola o país de norte a sul. Para driblá-la, ele explica que a equipe de gestão optou por pensar e agir. “Foi preciso criar alternativas, buscar outros caminhos, outras parcerias para conseguir fazer esse ajuste e trabalhar o nosso dia a dia”.

Um dos caminhos que a Santa Casa encontrou foi buscar no setor privado, nas empresas e nas entidades de classe uma parceria muito sólida em função da credibilidade da Instituição e em função dos serviços que o hospital presta à sociedade. “Assim surgiram projetos como o Amigos da Santa Casa, que busca humanizar e reformar todos os quartos das enfermarias SUS, e com grande orgulho digo que em 60 dias todos os quartos foram apadrinhados e 38, do total de 47 quartos, já foram entregues à população”.

Qualidade afinco

Depender de sua reputação não foi problema para o hospital; a Santa Casa de Montes Claros, além de possuir a acreditação máxima concedida pelo Ministério da Saúde e pela ONA Nível III, foi a primeira Santa Casa do Brasil a conquistá-lo. Para o superintendente da SCMoc, certificações como essa ajudam a definir protocolos mais seguros e impedem que os colaboradores entrem em suas zonas de conforto, já que visitas periódicas são realizadas para fiscalizar a manutenção dos padrões acreditados.

“Isso faz com que, a todo momento, nós possamos melhorar e lapidar nossos processos no intuito de continuar proporcionando um atendimento cada vez mais qualificado”, esclarece. No quesito manutenção dos padrões de qualidade e segurança da Instituição, Silva ressalta a importância de investir constantemente em seus colaboradores e médicos, além de dar a devida atenção às práticas de governança e gerenciamento de recursos.

“Além disso, temos a nossa controladoria, que atua veemente em nossos processos, inclusive nos nossos números. Também contamos com a ouvidoria, que traz os pontos fracos da Instituição, bem como os fortes, pois lá é onde transita toda e qualquer reclamação e elogio”. Além disso, atualmente, a Santa Casa de Montes Claros possui ainda dez programas de residência e duas especializações, e está em processo de inserção do programa de residência em Medicina de Emergência.

O objetivo, conta o superintendente, é seguir no ramo de educação continuada e melhorar ainda mais suas condições de atendimento. Não que o sucesso seja composto por uma receita pré-produzida, mas, questionado sobre, o superintendente deixou como sugestão a todos os gestores hospitalares que trabalhem fortemente os pilares da sustentabilidade e da humanização. “O mundo de hoje, o mercado atual, não permite mais uma gestão que não esteja totalmente profissionalizada, uma gestão que ainda tenha desperdício, uma gestão que ainda tenha falhas. O mercado, o momento, exige uma gestão literalmente profissionalizada e arrojada.”

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