Paulo Henrique Fraccaro acredita no avanço da saúde no Brasil

O período de transição política e recuperação econômica nacional está criando boas expectativas para o setor. A perspectiva de mudança em diferentes níveis do governo parece render esperança àqueles que se cansaram das mesmas propostas e postura. “Temos que manter o pensamento positivo, mas devemos, também, focar as atitudes. Podemos propiciar caminhos para desenvolver projetos junto à saúde, aos governantes da saúde, junto a instituições públicas federais, estaduais e municipais”, afirma Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Abimo

Ainda de acordo com o executivo, o mercado já estava cansado da preocupação de ministros com altas tecnologias produzidas por empresas estrangeiras. “Esse é o primeiro ministro que demonstra preocupação com atenção básica à saúde, um campo amplo, no qual o Brasil tem equipamentos fantásticos.”

Fraccaro acredita ainda que este pode ser um momento de extrema importância na consolidação de empresas e produtores nacionais, e vê com otimismo o período à frente, mas ressalta a importância do planejamento imediato e da definição de pautas que guiem esses projetos. “O melhor momento para refletir sobre os projetos, sobre as nossas necessidades e tudo aquilo que enxergamos como primordial para o setor, é agora, quando o ano ainda está começando.”

O grande desafio, segundo Fraccaro, é estabelecer um projeto de governo com potencial para continuidade independente de quem esteja à frente do Ministério. “O dia a dia dentro de um Ministério é apagar fogo constantemente. É muito raro que um ministro e a sua equipe tenham tempo para planejar e desenvolver algo com competência de duração e que esteja de acordo com a nossa realidade.”

O sentimento de otimismo que predomina entre os profissionais do setor também tem impacto, afirma. “Esperamos muito mais que algo bom aconteça agora do que esperávamos na mesmo época do ano passado. É necessário uma organização melhor no sistema de saúde, não só no sistema de reembolso, não só no atendimento, não só no orçamento, mas no todo.”

 

  • Esse texto foi publicado na edição 58 da revista Healthcare Management. Acesse !

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