Claudia Cohn apresenta os desafios da nova governança na saúde

Fundada em 2010 com o propósito de defender os anseios e visões de um setor de grande relevância socioeconômica, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) é uma das principais entidades setoriais na Saúde, exercendo o papel aglutinador de um segmento que mobiliza uma vasta cadeia de valor.

Cláudia Cohn, presidente do conselho administrativo da entidade, acredita que muitos dos desafios do setor permanecem como reflexos do que foi gerido ao longo das últimas décadas, que promoveram inúmeras inovações tecnológicas capazes de revolucionar soluções e processos e, também, mudanças bastante significativas no perfil epidemiológico das comunidades.

“Sabemos que a mudança política influencia diretamente muitos setores que regem a cadeia de saúde. Isso atinge tanto as agências reguladoras, quanto o Ministério da Saúde, que passa por uma mudança de líder e de executivos que, muitas vezes, chegam com ideais diferentes daqueles que estavam sendo aplicados. É indispensável que consigamos unificar ainda mais todos os envolvidos no segmento”, afirma.

Para 2019, um grande desafio para o setor da saúde, segundo a presidente, será a adaptação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “A Abramed está criando um plano de trabalho para que todos os envolvidos no Grupo de Trabalho de Proteção de Dados possam atuar em conjunto de forma mais dinâmica. A intenção é entender a realidade de cada instituição para abordar, nas discussões, as principais preocupações das companhias.”

Cláudia confia que, trazendo para debate temas que já são discussões diárias entre as entidades, players e lideranças do setor, as soluções apareçam mais rápido e, da mesma forma, sejam colocadas em ação com maior prontidão. “Trazer pontos e contrapontos em um momento como esse, de início de ano, leva todos a mergulharem nas discussões e torná-las práticas.”

A execução, pontua Claudia, é a parte complexa dessa busca. “Esse é um ponto fundamental, que falta hoje a tudo que já discutiu-se muito, mas que não chega a virar realidade.” Com base nos debates já difundidos, a executiva enxerga, em um futuro próximo, novos modelos de pagamento e destaque à relevância da Saúde como promoção, encontrando o “equilíbrio entre o que o novo ministro defende e o que os players querem”.

 

  • Esta matéria foi publicada na edição 58 da revista Healthcare Management. Acesse!

 

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