Associar-se para crescer, por Amaury Guerrero, CEO do Grupo Opty

A velocidade nas transformações e inovações experimentadas por empresas nos mais diversos segmentos de mercado, incluindo-se a área da saúde, tem se intensificado exponencialmente nas últimas décadas. Lidar com este fator, que inclui o avanço das tecnologias digitais e a consolidação de processos de aquisição, fusão e associação de empresas pode ser uma tarefa extremamente complexa, porém essencial, para quem busca a sustentabilidade de seu negócio.

Transformações aceleradas exigem uma maior velocidade no processo de aquisição da informação, análise da situação e tomada de decisões. Para abordar aspectos relacionados à área da saúde, especificamente no Brasil, é importante destacar a alta informação dos pacientes quando buscam serviços médicos. Além disso, nos últimos anos, o segmento vem sofrendo profundas transformações pautadas por verdadeiras revoluções tecnológicas e mercadológicas. A operação remota de equipamentos de diagnóstico, incluindo a realização de consultas médicas também remotamente é uma realidade inimaginada há uma década. Somam-se a estes desafios, a aprovação da entrada de capital estrangeiro, a solidificação das operadoras de saúde, as fusões e as verticalizações de hospitais, fatores que têm exigido profunda reflexão dos gestores sobre os caminhos a serem adotados na busca pela sobrevivência de seu negócio. O fato é que, se as mudanças acontecem de modo exponencial no que diz respeito à quantidade e velocidade, os próximos três anos, provavelmente, serão tão ou mais intensos que os últimos dez anos.

Lidar com esta complexa realidade exige, ainda, de empresas de todos os portes, investimento constante na profissionalização da gestão e o suporte de uma equipe com expertise elevada. Redução de custos aliada à eficiência absoluta dos processos não é uma opção, mas uma obrigação de empresas que vislumbram o crescimento sustentado.

Neste sentido, modelos de negócio associativos apresentam vantagens competitivas importantes e adicionam inteligência estratégica, proporcionando maior rentabilidade, melhores negociações e acesso facilitado às tecnologias de ponta. O modelo do Grupo Opty – empresa de oftalmologia criada da associação de um grupo de médicos e o Fundo de Investimentos Pátria –, por exemplo, foge da proposta simplesmente financeira, optando pela integração inclusiva. Assim, diferentemente do que se vê na maior parte dos casos de consolidação, o Opty dá voz ativa aos oftalmologistas nas deliberações relacionadas à qualidade dos serviços e todas as decisões médicas, incluindo-se a escolha de novas máquinas e equipamentos. Somente assim é possível conciliar a complexidade do negócio oftalmológico à profissionalização da gestão e à redução de custos. O foco é crescer mais, preservando a reputação das marcas e do negócio visando a alta qualidade do atendimento médico, a humanização com os pacientes e o acesso à tecnologia de ponta. Tudo pautado pela ética e o compromisso com rigorosos critérios de governança.

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016 é já o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando oito empresas oftalmológicas, 1400 colaboradores e 400 médicos oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHorc (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília, o Grupo INOB (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC) e o HCLOE (SP) fazem parte dos associados, resultando em 19 unidades de atendimento.

Artigo escrito por Amaury Guerrero, CEO do Grupo Opty.

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